segunda-feira, 19 de abril de 2010
Viver comigo não tem sido fácil. Meus defeitos são tantos, tão poderosos, tão complexos, que juntando todos eles lado a lado, minha alma viraria um álbum de figurinhas dos pókemons.
Não sou má pessoa, não. Mas não sei cuidar de ninguém direito. Nem de mim, nem de coisa alguma, viva ou morta. Me dê uma samambaia pra regar enquanto você viaja e encontrarás na volta um xaxim encharcado de lágrimas. E se me puseram para vigiar uma múmia no sarcófago, aposto que ela sai de lá antes que eu.
Não ocupo nenhuma posição de destaque nos arredores do apogeu, mas tenho certeza que bastaria eu abandonar a vaga para aparecer uma vara de inimigos disputando meu lugar. Só de ódio, vou me valer da lei da física que garante a impenetrabilidade dos corpos e ocuparei meu espaço nesta vida até o último suspiro; ou até o último brigadeiro, dependendo da sobremesa servida.
Sempre fui mais inteligente do que a média, o que não é nenhuma vantagem porque a média, para mim, é café-com-leite. Mas a lei da compensação fez com que eu não estivesse na lista das dez mais bonitas, nem da cidade, nem da escola, nem da classe, nem de nenhum grupo, inclusive os que só tinham 9 garotas.
As vezes eu mesma me decepciono comigo !
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